Nachdichtungen aus dem Portugiesischen

(in den portugiesischen Originalen fehlen bestimmte Sonderzeichen, was am Programm Wordpress liegt, das diese beim Kopieren nicht übertragen hat)
Mario de Sá Carneiro
El-Rei  (Soneto)
Quando chego, o piano estala agoiro
E medem-se os convivas logo, inquietos;
Alargam-se as paredes, sobem tectos;
Paira um Luxo de Adaga em m o de moiro.
Meu intento porem é todo loiro
E a cor de rosa, insinuando afectos,
Mas ninguém se me expande… Os meus dilectos
Frenesis ninguém brilha! Excesso de Oiro…
Meu Dislate a conventos longos orça.
Pra medir minha zoina, aquem e além,
S6 mitica, e alada, esguia corça.
Quem me convida mesmo n o faz bem:
Intruso ainda quando,   viva força,
A sua casa me levasse alguém. ..
Paris, 30 janeiro 1916
Majestät, König (Sonett)
Wenn ich komme,.kracht das Piano als Omen
und die Gäste schweigen , beunruhigt, sogleich,
die Mauern weiten sich , die Plafonds heben sich;
Da schwebt ein Luxus des Dolches in maurischer Hand..
Meine Absicht jedoch ist ganz blond
und rosa, auf der Suche nach Zärtlichkeiten
Doch niemand öffnet mir sein Herz. Niemand strahlt
von meinen gewählten Phrenesien. Dieses Übermaß an Gold….
Meine Narretei erstreckt sich wie lange Gänge der Abteien
Nur die mythische, geflügelte Dirne kann
dem Zustand meiner Verwirrung ermessen.
.
Sogar mein Gastgeber selbst handelt nicht richtig:
Der Eindringling bin ich sogar, wenn, mit Gewalt
in sein Haus jemand mich schleppte….
( Übersetzung in Prosa  von Franz Weninger)

 

Poema 7
Eu nao sou eu nem sou o outro
Sou qualquer coisa de intermédio:
       Pilar da ponte de tédio
       Que vai de mim para o Outro.
Lisboa, Fevereiro 1914
Gedicht n  7
Ich bin nicht ich bin nicht der andere
in der mitte irgendein ding  ich bin
      Pfeiler der brücke der langweil bin
      Die hinüber von mir streckt sich ins  Andere
( aus dem Portugiesischen  von Franz Weninger)
 
 
aus den „Sete cançoes de declínio »
VII
Meu alvoroço de oiro e lua
Tinha por fim que transbordar..
– Caiu-me a Alma ao meio da rua,
E n o a posso ir apanhar!
Paris, 1915
aus den „Sieben Gesängen des Niedergangs »
VII
Mußte mein aufruhr aus gold und mondlicht
zum ende überschreiten alle maße
Gefallen-mir die Seele in der mitte der straße
Sie aufheben gehen kann ich nicht.
( aus dem Portugiesischen  von Franz Weninger)
 
Fim
Quando eu morrer batam em latas ,
Rompam aos saltos e aos pinotes,
Façam estalar no ar chicotes,
Chamem palhaços e acrobatas!
Que o meu caixao va sobre um burro
Ajaezado a andaluza…
A um morto nada se recusa,
E eu quero por força ir de burro!
                                 Paris, 1916
Ende
Wenn ich sterbe schlagt auf die Töpfe
Kapriolen, Sprünge, hinauf die Köpfe
Knallt mit Peitschen in die Schatten
herbei ruft die Clowns & Akrobaten
Dass meinen Sarg ein Esel trage
Andalusisch gezäumt er sich zeige
einem Toten man nichts verweigre
und ich wünsche, dass ein Esel mich trage
( aus dem Portugiesischen  von Franz Weninger)
_____________________________________________________________________________________________________________
José Sobral de Almada Negreiros

Lied der wehmütigen Sehnsucht
Wenn ich blind wäre, würde ich alle Menschen lieben
Nicht ist es für Dich, die in meinen Armen schläft.
Ich liebe meine Zwillingsschwester, die tot geboren wurde, und ich liebe sie …. die Phantasie, in meinem Alter
Du, meine Liebe, welchen Namen hast Du? Sage, wo Du lebst, sag, wo Du bleibst, sag, ob Du lebst oder ob Du schon geboren bist.
Ich liebe jene weiße hand, herunterhängend von der Reling der Galeere, die auf der Suche nach anderen in den weitesten Meeren verlorenen Galeeren ausgefahren ist.
Ich liebe das Lächeln, die ich gesehen habe im Licht zu Ende des Tages inmitten der hastigen Menschen.
Ich liebe jene schönen Frauen, die neben mir unbemerkt vorübergehen und auf meinen Augen niemals mehr stehen bleiben.
Ich liebe die Friedhöfe – die Flachdächer sind dicke transparente Glasscheiben, und ich sehe nackte Jungfrauen auf den Lagern hingestreckt.
Ich liebe die Nacht, weil im geflohenem Licht die zögernden Silhouetten der Frauen sind wie die zögernden Sihouetten der Frauen, die in meinen Träumen leben.
Ich liebe den Mond des ortes, den ich niemals gesehen.
Wenn ich blind wäre, würde ich alle Menschen lieben.
(Ins Deutsche übertragen von Franz Weninger
José Sobral de Almada Negreiros

CANÇ O DA SAUDADE
   Se eu fosse cego amava toda a gente.
   N o   por ti que dormes em meus braços que sinto amor. Eu amo a minha irm o gémea que nasceu sem vida, e amo-a a fantasiá-la viva na minha idade.
Tu, meu amor, que nome e o teu? Dize onde vives, dize onde moras, dize
se vives ou se já nasceste.
Eu amo aquela m o branca dependurada da amurada da galé que partia
em busca de outras galés perdidas em mares longéssimos.
Eu amo um sorriso que julgo ter visto em lllz do fim-do-dia por entre as gentes apressadas.
Eu amo aquelas mulheres formosas que indiferentes passaram a meu lado e nunca mais os muls olhos pararam nelas.
Eu amo os cemitérios -as lajens s o espessas vidraças transparentes, e eu vejo deitadas em leitos floridos virgens nuas, mulheres belas rindo-se para mim.
Ell amo a.noite, porquce na luz fugida as silhuetas indecisas das mulheres s o como as silhuetas indecisas das mulhercs que vivem em meus sonhos. Ell amo a lua do lado que eu nunca vi.
Se eu fosse cego amava toda a gente.
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